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sábado, abril 10, 2010

Dados do Ministério da Educação mostram que um em cada cinco novos alunos de graduação no país ingressa em um curso a distância.

Dados do Ministério da Educação mostram que um em cada cinco novos alunos de graduação no país ingressa em um curso a distância. Cerca de 20% dos universitários já estudam entre aulas na internet e em polos presenciais.

Os números indicam um rápido avanço da modalidade, ainda pouco conhecida pela maioria da população. O grande impulso para o crescimento do modelo semipresencial foi dado pelo governo com a criação da Universidade Aberta do Brasil em 2005.A instituição tem 180 mil vagas em cursos superiores oferecidos em parceria com universidades federais. Apesar do nome "a distância", as aulas são dadas parte em ambiente virtual, através da internet ou de programas de TV, e parte no formato presencial.


No mês passado, a USP (Universidade de São Paulo), que até então resistia em adotar o modelo, lançou junto com o governo do Estado seu primeiro curso a distância, uma licenciatura em ciências voltada também para formação de professores.

A primeira turma a distância da Unesp (Universidade Estadual Paulista) começou suas aulas neste semestre.

Segundo Fábio Sanchez, um dos coordenadores do Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância, os estudantes são atraídos pela versatilidade, modularidade e capacidade de inclusão que a metodologia oferece.

Por outro lado, a modalidade exige autonomia do estudante, porque as aulas são construídas por meio de tecnologias como fóruns de discussão, videoconferências e chats pela internet.

Algumas avaliações também podem ser feitas online, mas as provas devem ser presenciais, assim como parte do conteúdo das aulas e atendimentos com os professores.

Sanchez afirma que a tendência é que a educação presencial e EAD (Ensino a Distância) se misturem cada vez mais no futuro.


Portal R7

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