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sexta-feira, maio 28, 2010

Guerra com o Sul pode eclodir a qualquer momento, diz Coréia do Norte

SEUL - A acusação sul-coreana de que a Coreia do Norte é a responsável pelo naufrágio de um navio de guerra da Coreia do Sul é "tão grave que uma guerra poderia eclodir a qualquer momento", advertiu nesta sexta-feira, 28, a Comissão Nacional de Defesa norte-coreana, segundo a agência de notícias Kyodo.

Qualquer colisão acidental que possa ocorrer no Mar Amarelo ou em outras áreas da fronteira bilateral marítima "levarão a uma guerra total", disse Pak Rim Su, diretor da comissão do Departamento de Política, em entrevista coletiva realizada em Pyongyang, segundo a Kyodo.

É muito raro essa comissão, chefiada pelo líder do país Kim Jong-il, fazer uma entrevista coletiva. Pak é um general do Exército do Povo Coreano. Ele criticou Seul por "persistentemente negar" o pedido da comissão para que a Coreia do Norte realize inspeções na área onde ocorreu o naufrágio, para checar a acusação sul-coreana.

Pak refutou a acusação da Coreia do Sul de que a embarcação Cheonan foi afundada por um torpedo disparado de um submarino norte-coreano. Esta foi a conclusão de um grupo de investigadores de vários países. O general qualificou o caso como uma "fabricação" de Seul. Segundo ele, a investigação sul-coreana "não faz sentido".

Pak questionou ainda a composição da equipe de investigação, afirmando que os Estados Unidos possuem uma política hostil contra Pyongyang e que o Reino Unido, a Austrália e o Canadá "agora estão cooperando com autoridades sul-coreanas". A Coreia do Norte negou várias vezes o envolvimento no naufrágio ocorrido em 26 de março, no Mar Amarelo, que deixou 46 marinheiros mortos.

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte disse que o país pretende adotar medidas "ultra fortes" para reagir caso a Coreia do Sul busque punir o país no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), informou a Kyodo.

O porta-voz não especificou quais seriam essas medidas, mas o comentário foi visto como uma indicação de um possível teste de mísseis balísticos de longo alcance, ou mesmo do terceiro teste nuclear do país. As informações são da Dow Jones.

Fonte: O Estadão

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