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quinta-feira, maio 20, 2010

A vida artificial

Cientistas anunciaram hoje a criação da primeira célula artificial, cujo pai é um computador.

Os autores da façanha, que publicaram a pesquisa na edição de hoje da revista "Science", replicaram no laboratório o genoma da bactéria Mycoplasma mycoides, ao qual adicionaram uma sequência de DNA com um endereço de internet, para revelar os mistérios de seu experimento.

Em seguida, inseriram o genoma na bactéria Mycoplasma capricolum, da qual tinham retirado anteriormente grande parte de sua informação genética.

O novo genoma passou a controlar a célula, que começou a produzir as proteínas que o DNA  transplantado pedia.

"Esta é a primeira célula sintética feita e a chamamos de sintética porque é totalmente derivada de um cromossomo sintético", disse Venter.

Na verdade, apenas o genoma é sintético, enquanto o restante da célula é natural.

O objetivo final dos investigadores é instalar em uma bactéria um genoma criado em laboratório que ordene a realização de trabalhos úteis para o ser humano.

Para os técnicos, o uso desse tipo de método pode ter implicações em campos como o dos biocombustíveis, farmacêuticos, limpeza da água e produtos alimentícios.

A expectativa é que a descoberta possa permitir, por exemplo, a fabricação de bactérias em laboratório. Com isso, uma vacina contra a gripe que hoje é produzida em meses, poderá ser produzida em algumas horas.

Os pesquisadores planejam, por exemplo, criar algas que absorvam dióxido de carbono e criem novos hidrocarbonetos. Porém, os cientistas temem o sua utilização para criar armas biológicas.

Mais uma vez o homem brincando de deus...

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